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Prezada senhora, não te esqueças que
mesmo na aurora o sol costuma cegar.
Isso em silêncio, sem esbravejar...
Costuma ser o que é sem se esforçar.

De longe não sessa de aquecer,
não se esquece de esquecer
os erros de quem ama e aproveitar
as treze horas de calor, de quem tanto sua na cama!

Mas é só no escuro e frio da solidão...
Só então que percebes o bem que te faz
Que ele não passa de um rapaz
Que de tanto amar causa um calor fugaz!

Mas, talvez... talvez não te importes.
Afinal, para cada fim de dia ha uma manhã de sortes,
para cada fim de tarde há uma aurora
Mas n'ao te enganes pois o sol nem sempre estara aqui
embora o dia tenha vinte e quatro horas.

R. N. S.


"Metade de mim é Jaboticaba,
a outra... Pitanga!
Metade de mim disfarça,
a outra... engana!

Na trama farta dos falsos danos,
As metades se desvairem
restando apenas os enganos.

Como singelo ato de um ser sincero
São lançados a baixo
os sonhos e desejos inquietos.

E entre sonhos incompletos,
Repletos de alma nua,
Sou frágil força teimosa
Cujos poemas se perdem nas ruas.

É manhã!
E tuas manhas já são conhecidas,
são explicitas como mangas
de origem desconhecida.

E da fraqueza tua
revela-se a força minha
que, de tão mesquinha,
se arrasta sob si mesma.

É como lesma
sobre frutas frescas recém-colhidas
que nas idas e vindas
destrói a beleza das cores

Antes fosse!
De mesquinha que és
Não houve preocupação
e como lesma apodreceste meu coração!"

R.N.S.